segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Frases.....

"Viver é a coisa mais rara no mundo. A maioria das pessoas apenas existe". Oscar Wilde

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Divagações......

Frase do dia: "Quando as intenções não se concretizam, o desejo sucumbe ao instante".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"O racismo é aqui"

Nós não gostamos que se diga que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Mas é. Eleger-se um presidente negro nos Estados Unidos é fácil. Eu quero ver é eleger-se um presidente negro no S. C. Internacional, onde não há conselheiros negros. Ou no Grêmio, onde também não há conselheiros negros.Se existirem negros nos Conselhos Deliberativos do Internacional e do Grêmio, são menos de três.

Isso dá razão a alguns sociólogos que sempre insistiram em que o Brasil é muito mais racista que os Estados Unidos.Pelo seguinte fato: admite-se que haja racismo nos Estados Unidos. Já aqui no Brasil, ninguém admite que haja racismo.E no entanto nunca se ouviu falar de um almirante ou de um brigadeiro negro no Brasil. General deve haver raros.

Esses dias apareceu um ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro negro. Mas também é muito raro.Eu dou um prêmio para quem me trouxer aqui no jornal um síndico de edifício negro. Deve haver, se se for catar bem, mas é muito raro.Caixa de banco negro também é muito raro.Juízes e promotores negros são muito raros. Corretores de imóveis negros são raríssimos.Eu nunca vi na minha vida um agente funerário negro.

No entanto, entre os coveiros dos cemitérios se vêem muitos negros.Médicos negros são praticamente inexistentes. Aqui e ali, um que um. Cirurgião plástico negro, nunca haverá no Brasil.Alguém já viu, por exemplo, um psicanalista negro? Eu nunca vi sequer psiquiatra negro.

E para que não me acusem de corporativista, um dos setores mais racistas da sociedade brasileira é o jornalismo: entre em qualquer redação de jornal e há em atividade 200 brancos para um negro.O negro em jornalismo é só contratado para disfarçar.Nós não gostamos que se diga que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Mas é.

E o Rio Grande do Sul é o Estado mais racista do Brasil.Tanto que o primeiro governador negro gaúcho não foi Alceu Collares, foi o deputado Carlos Santos, que era presidente da Assembléia Legislativa gaúcha.E ele assumia o governo do Estado sempre que os governadores viajavam.

Um dia, de madrugada, ele morava aqui na Azenha e o telefone de sua casa estragou.Ele saiu de pijama e foi tentar telefonar na 2ª Delegacia de Polícia.Quando dois policiais fardados que estavam na porta o viram, reconheceram-no e foram levá-lo com gentileza até o delegado.O delegado, se espreguiçando, viu o deputado Carlos Santos entrando de pijama na sua sala, custodiado por dois policiais, e perguntou:— O que é que tu já andaste aprontando por aí, negrão?

Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15781, 6/11/2008. Coluna de Paulo Sant'Ana.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A visão dos repórteres para o julgamento do ano

Procurados pela reportagem, quatro repórteres dos jornais A Notícia e Notícias do Dia responderam algumas questões. A opinião deles é unânime: Oscar foi impassível quase todo o tempo do julgamento. Mas nenhum dos entrevistados está convencido que o caso tenha acabado por aí. Como todo o jornalista, eles prezam muito pela dúvida. Se convencem apenas de que a Justiça cumpriu seu papel: julgar e sentenciar.

No período entre meia-noite e sete horas da manhã, João Meassi e Juliano Pfutzenreuter, repórteres do jornal Notícias do Dia estiveram no julgamento de Oscar Gonçalves do Rosário. João se recorda de Oscar chorando no momento da sentença. Foi a única reação que ele conseguiu captar. Juliano afirma que só foi por curiosidade, porém, conseguiu observar um estranho gesto de Oscar: o réu recusou friamente um cafezinho oferecido por uma servente. Essa reação chegou a assustá-lo.

Marco Aurélio Braga, repórter de A Notícia (AN) assistiu ao julgamento de Oscar do começo até o início da madrugada. Segundo ele, o réu estava tranqüilo e a defesa mais preparada que a promotoria. Marco relata: “Júri tenso em todos os momentos. Uma aula para quem gosta deste tipo de assunto”. Josi Tromm, também do AN, esteve no Fórum até a leitura da sentença. Ela aponta impressões após a mostra dos vídeos, a qual considera o momento mais tenso: “O Oscar começou a chorar assim que terminou o primeiro vídeo. Depois do segundo vídeo, ele não esboçou reação alguma”.

A partir da reconstituição e confissão do crime, dois vídeos foram gravados pela Polícia Civil. O promotor de Justiça do caso, Geovani Werner Tramontin usou deles para convencer o júri da culpa de Oscar. Com o julgamento, marcado para dia 14 de agosto, os dois veículos de comunicação voltaram a atenção para uma abordagem mais imparcial e humanizada possível, tanto em relação a Oscar quanto à família de Gabrielli.

O jornal A Notícia utilizou perfis dos familiares do réu e vítima, contando com o aparato do site. O editor-chefe do jornal, Nilson Vargas inclusive publicou avaliação da cobertura dos repórteres na edição do dia 17 de agosto. “No site, produzimos perto de 50 notícias durante 22 horas de júri, com a maior agilidade possível”. No Jornal Notícias do Dia as abordagens foram quase parecidas. Veicularam opiniões da população e reconstruíram o perfil de Oscar, com depoimentos da família e opiniões diversas sobre a possível culpa ou inocência do réu.

Relembre o caso

O caso Gabrielli - crime de repercussão nacional, contra a menina de um ano e dois meses - culminou na prisão do servente de pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário, de 23 anos. A menina Gabrielli Cristina Eicholz foi encontrada morta dentro de uma pia batismal, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no bairro Iririú, em 03 de março de 2007. Como Oscar Gonçalves era o único acusado de ter cometido crime, o júri acabou condenando-o a 20 anos de prisão. A sentença foi lida pelo juiz Renato Roberge, dia 15 de agosto, às 07h05, depois de quase 22 horas de julgamento.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Estranhezas na cidadezinha industrial

Dia desses, sai do terminal central de ônibus, rumo a algum lugar, não sei qual. A primeira coisa que me chamou a atenção foi um colega de faculdade engrachando seu sapato, com uma máquina fotográfica no ombro. Nada demais, cumprimentei-o e segui meu caminho.

Antes de atravessar a faixa de pedestre, em frente à uma loja, esperei um momento. Comecei a escutar um burburinho de sirene, não sabia de onde partia. Atravessei. Tudo normal. Quando olhei para trás, um carro cinza, janelas fechadas e a sirene latente. Todos, que estavam no local ficaram taciturnos naquele instante. Ouvi vozes atrás de mim. O carro passou correndo, no trânsito quase parado da rua do Príncipe. Nenhum carro de polícia vinha atrás.

- "Só pode ser roubado!", diz uma espectadora frustrada da cena fatídica.

Depois disso, vi um carro de reportagem . Só consegui ouvir a repórter dizer para o motorista/cinegrafista, seguir em frente. Alguns minutos depois, quase recuperada, volto a minha vidinha normal. Não me importa de saber o que, de fato aconteceu. Tirem suas próprias conclusões, se era ou não carro roubado. Ou apenas o alarme acionou. Ou então...Mas, parafraseando Bob Dylan, em Ballad of a Thin Man, em tradução livre:"Alguma coisa está acontecendo aqui. Mas você não sabe o que é".

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Reforma sem fim: parte 1

Fotos: Priscila Carvalho


Fiação do Terminal Norte exposta, colocando em risco os
passageiros que transitavam no local. As fotos foram tiradas
no final do mês de agosto.
Enquanto isso, os passageiros das linhas de ônibus
do transporte coletivo da Transtusa, ficam
expostos a riscos e tanto.
Mas, será que vale a pena?
Pelo valor empregado na obra, cerca de R$ 497 mil,
a estrutura poderia ser bem melhor remodelada.
Prova disso, é que alguns ônibus, por serem muito altos,
estão batendo nas placas indicativas de linhas.
Outra situação é a troca do embarque das linhas Tupy Norte,
Norte/Centro, Linha Direta com Norte/Sul, Tupy Sul, da
plataforma da direita para a esquerda.
Ao menos, funcionários da empresa estão atentos
quando vêem passageiros correndo,
e avisam que houve mudanças nas plataformas.
Se é para reformar, então que seja uma obra digna.






quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Da profissão....

Às vezes me pergunto porque faço Jornalismo..

Não obtive respostas concretas

Nem tampouco as quero

Só sei que estou numa busca infundável

Pelo meu eu interior...

Ou seria pelo meu eu ex-terior?

Sabeis, caro leitor que, na verdade,

Não existe a verdade!