Ben Thomas, ou Tim como prefere ser chamado, é vivido por Will Smith. Um norte-americano bem de vida e que ama a esposa. É dono de uma personalidade forte e bem questionável. É o que acontece numa cena em que agride o atendente de telemarketing cego Ezra Turner, interpretado habilmente por Woody Harrelson.
De início, não fica claro para o espectador os reais motivos que forçam Tim a testar um grupo de pessoas que compõem uma lista. Aos poucos, compreendemos que ele vive para ajudar tais pessoas, mas sabe que não poderá dar a vida àquelas que matou.
Tim provocou um acidente que ceifou sete vidas no passado. Sim, o título em português entrega a trama de bandeja. Entre as vítimas, a própria mulher dele. A partir disso, o personagem desapega da vida e busca se regenerar. E vamos desapegando do filme.
A história tem ótimos desdobramentos, que infelizmente não são bem desenvolvidos. O mesmo acontece com grande parte dos personagens. Pontos para a atuação sensível de Rosario Dawson na pele da delicada Emily, portadora de insuficiência cardíaca.
Previsivelmente, a carga emotiva se concentra nas últimas cenas. E a conclusão apresenta um dos momentos mais insensatos da película, envolvendo a água-viva que Tim encara todas as noites em seus apartamento. De tão fantasiosa, destoa da trama.
O roteiro do estreante Grant Nieporte é problemático e manipulador, deixando a desejar em diversos momentos. Mas é inegável que o lirismo e a poesia explorados em Sete Vidas sobressaem-se aos deslizes da projeção.
Nota: ★★★
Trailer oficial

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